Ontem jogaram Flamengo x Bangu e Portuguesa x Santos. Em meu imaginário de criança, são duas partidas que choviam papéis picados nas arquibancadas lotadas. Mas o competitivo futebol de hoje sepultou essas lembranças. O profissionalismo no esporte bretão chegou a tal ponto que é totalmente inviável manter os ultrapassados campeonatos estaduais.
A qualidade dos times ditos pequenos é pífia, pra não dizer quase nula. Com isso, o espetáculo fica empobrecido e até mesmo os times grandes sucumbem ao mau futebol. O jogo da tarde de domingo da Globo virou sonífero pro pessoal que o vê. Imagina quem vive de futebol, o sacrifício que deve ser passar das 16h às 20h30 assistindo às peladas com grife, como São Paulo x Ituano, Uberaba x Atlético/MG, Pelotas x Grêmio e os dois jogos citados no começo da coluna. A desmotivação é tanta que até o Clássico Vovô de ontem foi murcho.
Olha o Galo, por exemplo. O time está com 100% de aprovitamento no Mineiro. Só que isto não significa nada, mas nada mesmo! O jogo do teste de ambos, é Atlético/MG x Cruzeiro no domingo que vem. O Grêmio perdeu ontem sua primeira partida na Taça Farroupilha e já tem gente contestando a força da equipe. Então, não seria melhor juntar os três mais o Internacional e realizar uma Copa Sul-Minas, com jogos que realmente fortaleceriam os times pros campeonatos nacionais e internacionais que realmente importam?
O Corinthians vai a Oeste, no interior paulista, e tem mais torcida que o time local. Outra prova de que os interioranos encolheram, viraram times de prefeituras (muitas vezes usados com fins políticos) e de empresários. A relação da cidade com o torcedor simplesmente não existe. É triste. O Americano de Campos era temido quando jogava em sua casa, o Ferroviária de Araraquara, o Uberaba, o Brasil de Pelotas, o Fluminense de Feira de Santana, o Araripina de Pernambuco. Hoje, tem time que vende o local de sua partida pra abocanhar uma graninha pros cofres da administração.
É isso. Não tem um porquê de haver esses chatos Estaduais. A gente acompanha por amor ao clube do coração. Mas mesmo assim deve ter um limite.










